sábado, 19 de março de 2011

Brasil & EUA

Hoje foi intenso na mídia a divulgação da chegada do presidente dos EUA ao Brasil, com sua esposa e filha. Cada passo dado pelo presidente era descrito pelos jornalistas em eufóricos e criativos detalhes. O aceno, o olhar, a roupa, a postura, o cumprimentar, enfim, cada detalhe, cada respiração, era repassado aos ouvintes ou telespectadores com um clima na qual parecia que o Brasil havia parado para recebê-lo.
Até antes mesmo do presidente Barack Obama chegar, os telejornais intensamente informavam sobre a importância de sua visita, pelo fato dos grandes acordos que interessavam tanto o EUA quanto o Brasil. Hoje mesmo ouvi falar sobre vários destes acordo como:

  • comércio e cooperação econômica;
  • cooperação no planejamento e desenvolvimento estratégico, de infraestrutura, de segurança e de apoio ao turismo na execução da Copa e das Olimpíadas;
  • acordo sobre os transportes aéreos visando garantir a segurança do espaço aéreo dos dois países, combate ao terrorismo e facilitação para parcerias comerciais entre empresas brasileiras e americanas;
  • um tratado que promove uma maior cooperação entre a Agência Espacial Brasileira (AEB) e a Nasa para “pesquisa, projeto, desenvolvimento, teste, fabricação, montagem, integração, operação ou uso dos Veículos Lançadores ou de Transferência, de Carga, ou de instrumentos” espaciais.
Segundo algumas informações da mídia, estes acordos precisam ser votados ainda na Câmara e no Senado para serem validados.
O grande desejo do governo brasileiro na visita de Barack Obama era a possibilidade que ele defendesse o Brasil, sobre a cadeira de membro permanente do Conselho de Segurança da ONU, porém, ele não foi tão enfático.
O fato é que existe interesse do governo norte-americano na grande quantidade de pré-sal descoberto no Brasil. Por isso mesmo ofereceu cooperação na exploração, como também, quer que o Brasil se torne um grande fornecedor de petróleo a eles. Nós sabemos que este interesse se deu em razão dos intensos conflitos nos países árabes - grandes fornecedores de petróleo. Esta instabilidade forçou os EUA a procurarem outros fornecedores.
Que nosso governo abra os olhos e negocie se colocando no mesmo nível que os EUA. Hoje temos algumas cartas na manga para negociar, enquanto que os EUA só tem a oferecer cooperação nisso... cooperação naquilo... cooperação em etc... Na verdade eles querem oferecer aquilo que não comprometa sua economia. Eu duvido que eles abrirão mão do sistema protecionista que tem em relação aos produtos brasileiros.

Cleber Xavier

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

CHUVA E DESASTRE

Quanta chuva... chuva que não cessa mais... A gente vê pela mídia o quanto de desastre ela causa: inundações, mortes, doenças, fome... Difícil o ano iniciar e não ter manchetes falando sobre a intensa chuva e sua destruição.

Ouço no rádio questões sobre "De quem é a culpa?".
Sobre essa culpa, há vários fatores que são indicados, o desequilíbrio do ecossistema causado pela intervenção humana é um dos exemplos, segundo alguns especialistas o desmatamento na Amazônia tem forte influência no descontrole das chuvas. A ignorância e incompetência dos políticos brasileiros em não desenvolver uma política de prevenção a esses desastres que se repetem a cada ano é outro item que não se deve passar. E por último, a irresponsabilidade dos moradores em construir casas em lugares condenados pela defesa civil. Esses são alguns fatores debatidos por autoridades e especialistas sobre as consequências da chuva neste começo de ano.

Acho que não há tempo para encontrarmos culpados. A princípio, é fundamental que não se vire a página desta tragédia, para que no começo do ano que vem se repita este trágico episódio novamente. Quero que no próximo ano eu escreva sobre a grande política de prevenção implantada pelo governo, na qual controlou, ou pelo menos, diminuiu os estragos causados pela chuva.

A todas as pessoas que estão sofrendo com a chuva, minha solidariedade e oração.

Cleber Xavier

sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

O MELHOR PEDIDO PARA O ANO NOVO

Para mim, o novo ano representa muitas coisas: renovação, novas expectativas, novos projetos etc. Essa transição para o ano novo dá a impressão de que é um momento em que tomamos um belo banho na qual tiramos todo o nosso cansaço, nossas lutas perdidas, desânimos e falta de fé. Mas, além de tudo isso, o ano novo representa um momento de agradecimento e pedido a Deus; agradecimento por tudo o que se passou no ano passado, mas, e o pedido? Devemos pedir a Deus o quê?

Pedir emprego, trabalho, dinheiro, namorada, marido, carro, casa, faculdade ou viagem? Não
Pedir saúde, paz, fé, alegria, felicidades, amigos? São importantes, mas arrisco-me a dizer que não.

Toda vez que penso em pedidos, eu me lembro de Salomão. A Bíblia narra que Deus lhe colocou numa situação em que ele poderia escolher o que quisesse. Ele não optou por riqueza, fama, bens ou coisa do gênero, mas simplesmente por sabedoria. A sabedoria é a virtude que nos proporciona a saber agir da melhor forma em todas as circunstâncias, na saúde ou na doença, com emprego ou desempregado, na riqueza ou na pobreza, com amigos ou sem amigos, na paz ou sem paz, na alegria ou na tristeza... Agindo com sabedoria viveremos com paz, fé, alegria e amor.

Não sabemos como será nossas vidas no ano de 2011, por isso, peçamos a Deus que, passando por coisas boas ou não muito boas, que Ele nos dê sabedoria para sabermos agir da melhor forma diante das circunstâncias da vida.

Um bom ano novo a todos, com muita SABEDORIA!

Cleber Xavier

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

FORMANDOS 2010 EE HONORINA RIOS DE CARVALHO MELLO

E aí gente, o fim de uma etapa... ou seria um novo começo?


Tudo aquilo na vida que concluímos é bom sempre avaliarmos. Por isso pensem no que viveram nesses 3 anos estudando no Honorina: os momentos de felicidade, momentos de tristeza, momentos chatos, momentos de aprendizagem, momentos de rebeldia, momentos de choro, momentos de ódio, momentos de perdão, momentos de compaixão e tantos outros.

O importante desses momentos é que vocês não os vivenciaram sozinhos, mas compartilharam desses sentimentos; alguns mais, outros menos; alguns diretamente, outros indiretamente. A princípio, seus colegas, professores, diretores, funcionários eram apenas pessoas, gente, mais um no mundo, mas com o tempo passaram a ter nomes e significados na vida de vocês; significados bons e outros ruins, mas tinham significados.

Acima de tudo é importante perceber nessa vivência o fato de que estava acontecendo um processo marcante na vida de vocês; vocês estavam se construindo como pessoas, criando a personalidade de vocês, formando o caráter de vocês, enfim, podemos dizer que tudo aquilo que vocês são hoje neste momento é resultado do que plantaram nestes 3 anos.

Pergunto a vocês: o que vocês plantaram, o que vocês formaram de si mesmos, concluiu-se em um bom resultado, em uma boa obra? Pode-se dizer que sim, mas pode-se dizer que não. Quem pode dizer isso? Nós professores, não; a escola em si, não; a família de vocês, não; a sociedade, não? Seus colegas? Não. Vocês? Talvez. Quem? Quem pode dar essa certeza? Só a VIDA vai revelar. Vocês vão perceber que no final de tudo é sempre a VIDA quem vai dizer se você tomou a escolha certa ou não; é somente ela quem tem razão.

E vocês aprenderão isso, e quem vai ensiná-los será a “professora VIDA”. Ela ensina de uma maneira tão eficaz que ela não precisa chamar atenção, utilizar recursos didáticos, como datashow, para explicar algo. Vocês vão sentir na pele este aprendizado. Aqueles que construíram uma boa bagagem nestes 3 anos, terão dificuldades sim, porém, saberão enfrentar os obstáculos com maturidade e sabedoria; já, aqueles que não construíram uma boa bagagem terão mais dificuldades, mas não quer dizer que não possam conseguir.

Lembrem-se, o problema não está em ter vivido apenas experiências ruins nestes 3 anos, como também, o fato de só ter vivido experiências boas não garante nenhum sucesso futuro. A diferença está no que aprenderam, tanto dessas experiências ruins quanto dessas experiências boas. As escolhas que fizeram, as atitudes que tomaram, os hábitos que criaram, a visão de mundo que formaram, os valores que construíram, nestes 3 anos, tudo isso vai ser pesado muito mais nesta nova etapa.

Para concluir, quero dizer que a essência do sucesso não está em ter muito dinheiro, um ótimo emprego ou fama; são itens que fazem parte do sucesso, mas não são fundamentais. O verdadeiro fundamento de um sucesso encontra-se em coisas que o dinheiro não pode comprar. Coisas como: saúde, verdadeiros amigos, respeito, amor e Deus.

Galera, de coração, quero desejar-lhes um super, ultra, hiper, turbo, mega, master sucesso na vida de cada um de vocês.

Profº Cleber Xavier

Filosofia

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

O que é um VOTO CERTO?

por Cleber Xavier


Fazendo um comentário num blog de um amigo, Dmitri, (http://averdadesobreapoliticaatual.blogspot.com/) sobre política, apresentei um problema que achei interessante compartilha-lo no meu blog.


Pensemos em dois eleitores, um é extremamente displicente na escolha do seu candidato. Ele votou num candidato "x"; candidato no qual, o respectivo eleitor, não tinha a menor consciência de quem era; votou nele porque ele estava a frente nas pesquisas.

O outro eleitor era um pouco mais esclarecido, pesquisou sobre a vida do seu candidato, observou a opinião de outras pessoas e, a partir de sua análise, concluiu que este candidato "y" era o mais adequado para assumir um cargo público.

Na eleição, os candidatos "x" e "y" ganharam com uma quantidade expressiva de votos, e ambos assumiram seus respectivos cargos. Passou se um tempo e o candidato "y" que assumiu o cargo se envolveu num caso de corrupção, enquanto o candidato "x" desenvolveu um ótimo trabalho.



Quem votou certo, o eleitor que não pesquisou e displicentemente votou num candidato (x) que nem conhecia, mas, este candidato, acabou fazendo um ótimo trabalho, ou o eleitor que pesquisou, analisou, comparou sobre a vida e projetos de seu candidato (y), mas pela sua surpresa ele se envolveu num escândalo de corrupção?


Quero deixar claro que a questão não é analisar se o eleitor que pesquisou seu candidato não fez uma boa análise, mas, se o VOTO CERTO é fruto de um produto final ou de um processo? Em outras palavras, o VOTO CERTO consiste especificamente num eleitor que procura exercer sua cidadania com consciência, ou consiste na escolha de um candidato que, você não tem a menor ideia de quem seja, mas quando assumi o cargo público faz um bom trabalho?

domingo, 19 de setembro de 2010

A vida não tem forma

por Cleber Xavier


Desde nossa infância somos formados a entender que a vida possui uma certa forma: quadrada, redonda, triangular, retangular ou tantas outras. Somos hermeticamentes condicionadas a nos moldar a tais, compreendendo que a condição da felicidade esta entre as linhas que fecham a respectiva forma. Vamos crescendo e começamos a não caber mais dentro delas e acabamos por ficar entre dois caminhos: se moldar a respectiva forma, se encolhendo e se acomodando entre suas paredes, proporcionando pouca resistência aos limites, a fim de que não se quebrem ou, esticar os membros quebrando bruscamente os limtes impostos pela forma, provocando edemas, feridas e até sangramento, pois, as paredes possuem uma certa resistência que quanto mais demora a quebrar, mais enrijece.

Segundo um filósofo chamado Jean Paul Sartre, cada homem deve inventar seu caminho, ou seja, cada ser humano é responsável por criar sua forma, ao contrário de ser moldado. Mas, em vista disso, pode-se questionar que a vida cria sistemas, estruturas e condições que são impossíveis de não serem evitadas. Sartre diria o seguinte: "o importante não é aquilo que fazem de nós, mas o que nós mesmos fazemos do que os outros fizeram de nós".

Boa sorte a todos!!!

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

O povo tem o político que merece?

por Cleber Xavier



Quero usar das ideias de Maquiavel para trabalhar esse assunto. A frase "o povo tem o político que merece" quer afirmar que o fato dos políticos serem corruptos consiste na razão de que essa corrupção é gerada pelo próprio povo que se vende por cestas básicas, tratamento dentários, quantia de dinheiros, favores e entre outras coisas afins. Outro fator que podemos mencionar é que esse político sai do meio desse povo que traz uma concepção de política, como um meio fácil de ganhar dinheiro.

Se olharmos o verdadeiro sentido de política, buscando a concepção grega, veremos que esta é a ARTE DE GOVERNAR. Quando se diz arte, entende-se que não é uma simples prática, mas um talento, uma verdadeira competência. Realmente é preciso ter talento para governar, pois, conseguir encontrar o bem comum de uma sociedade que é marcada por enormes diferenças das mais variadas, somente alguém com muito talento. O problema é que desviaram o sentido de política, não como talento para governar, mas como talento para manipular. E para isso não se especializaram no verdadeiro ramo da administração pública, mas sim na publicidade. Acho que estão lendo o livro de Maquiavel, (O Príncipe) "o político não precisa ser bom, mas apenas parecer bom".

Maquiavel entende a natureza humana não como entendia Aristóteles "o homem é um animal político", ou seja, ele nasceu para convivência com o outro, mas, para Maquiavel, o ser humano nasceu para a divisão e a desunião. "Os homens são ingratos, volúveis, simulados, dissimulados, fogem dos perigos, são ávidos de ganhar, são desconfiados, invejosos, tem mais receio de ofender a quem se faz temer do que aquele que se faz amar, esquece rapidamente da morte do pais do que a perda do patrimônio." Em resumo: os homens são maus.

Além disso, para Maquiavel, todas as relações humanas são relações de poder. Para que você alcance seus fins, você precisa controlá-los sem se deixar levar pelo controle deles. Essa busca consiste na regulação do agir humano, somente assim você pode fundamentar seu poder.

Será que devemos nos conformar com essa ideia sobre a natureza humana e aceitar que o ser humano é naturalmente mau, por isso, não adianta tentar idealizar um povo consciente e um político responsável pelo poder público?