domingo, 30 de abril de 2017

"Eu falo o que eu penso"


por Cleber Xavier

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Nem sempre o que falamos é resultado de um verdadeiro pensar.

Penso que você já ouvia esta frase: "Eu sou autêntico, eu falo o que eu penso; tenho personalidade forte."

As pessoas que pensam assim, não percebem que na verdade não falam o que pensam mas, na verdade, falam o que vem à cabeça. Pensamentos assim não nascem de uma reflexão, por isso tais ideias devem ser consideradas sem fundamento, superficiais.

Quem diz incessantemente essa sentença, de certa forma, é mais superficial que a própria frase. Os repetidores dela costumam ter uma postura corporal impositiva, Quem tem esse tipo de comportamento se apresenta como alguém sem conteúdo. Pessoas assim, isto é, que não convencem pela sua sabedoria cultural, se valem do seu grito, do seu berro, do bater seu pé no chão, esbugalhando seus olhos.

Por isso, quando alguém falar dessa forma, provavelmente, não tem nada a oferecer, a não ser seus gritos de desespero para ser ouvida.


quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Alunos tecnologicamente autodidatas





Adolescentes tecnologicamente armados, com seus celulares imersos em diversos programas e acessos ilimitados na internet; orelhas sempre em prontidão com seus fones impenetráveis por qualquer ruído externo; dedos flexivelmente rápidos com alta destreza, dá um espetáculo de agilidade ao teclarem, tanto seus celulares, em minúsculas teclas, quanto em seus notebooks.

É incrível como eles aprendem sozinhos o funcionamento destes aparelhos modernos de telefonia, que - podemos dizer - está mudando a todo instante, com novas versões, novos sistemas. Eles não leem os manuais e, na maioria das vezes não pedem ajuda, apenas ficam mexendo e descobrindo os recursos que muitas vezes está num outro idioma.

Não vejo como inimiga o envolvimento da tecnologia na vida dos estudantes, o problema é que, como meio de aprendizado, ela é pouco ou má explorada nas escolas. É uma discussão que ganha muito espaço atualmente no meio educacional, porém, vejo que às vezes muitos a interpretam mal, pois pensam que basta ter o recurso tecnológico e tudo ficará mais fácil e, nossos alunos aprenderão, pois, estarão muito bem motivados só por ter os equipamentos.

Mas o mais interessante é que fazendo um paralelo com este aprendizado autodidata destes jovens e o ensino escolar, temos uma observação um tanto quanto curiosa:

  1. Eles sabem acessar a internet, mas não "acessam" os livros e apostilas de Língua Portuguesa;
  2. Eles sabem ler as mensagens dos sites de relacionamento, mas não leem pequenos textos de filosofia;
  3. Eles sabem partilhar vídeos, músicas, imagens, mas não trabalham em grupo nos jogos da Educação Física;
  4. Eles sabem localizar pelo bluetooth usuários que ativam este mecanismo ao seu redor, mas não localizam os pontos principais  das causas da Segunda Guerra Mundial na aula de história;
  5. Eles sabem se localizar no GPS, mas não se localizam no globo terrestre na aula de Geografia;
  6. Eles sabem perfeitamente o que deve fazer nos jogos de celular que são de idioma inglês, mas não entendem o que é o verbo to be;
  7.  Eles sabem ...
(FIQUEM À VONTADE PARA CONTINUAR OS TÓPICOS)


Cleber Xavier

domingo, 19 de junho de 2011

Apenas um lápis, um papel e uma ideia



Hoje assisti uma entrevista de Eduardo Bueno em um programa da TV Escola. Essa entrevista foi bem interessante porque ela foi feita numa escola estadual, na qual, alunos e professores questionaram e tiraram dúvidas do trabalho e vida do entrevistado.

Eu não conhecia Eduardo Bueno. Pela entrevista, soube que ele é jornalista, escritor e tradutor brasileiro; também é conhecido como Peninha. Dentre algumas obras que escreveu estão: a tradução de "On the Road", de Jack Kerouac, a biografia dos Mamonas Assassinas e, cinco livros sobre a história do Brasil para leigos. Confesso que não conheço muito sobre seus escritos, mas sua postura e maneira como respondia as questões me cativou, principalmente sobre o que falou em relação a 'Leitura e Escrita" nas escolas.

Ele me fez refletir sobre a importância incondicional do estímulo à leitura e a escrita. Ele nos contou que era um aluno extremamente inquieto, por isso não fazia parte da lista de estudantes exemplares em critérios de disciplina e notas. Mas, a leitura e a escrita lhe possibilitou crescer como sujeito crítico e pensador, como também, desenvolver trabalhos que ganharam reconhecimento nacional.

Às vezes fico me questionando até que ponto o sistema educacional realmente prepara nossos estudantes? Preparar para o vestibular é tudo? Nossos alunos ficam anos se preparando para realizar uma prova que vai lhe dizer se ele estudou o suficiente ou não.

Na verdade, entendo que eles são ensinados a se moverem dentro da estrutura; conheçam religiosamente cada ponto de tal. Esta ideia me fez lembrar sobre as pulgas amestradas. Conta a lenda que essas pulgas são colocadas dentro de um pote fechado por uma tampa. A medida que pulam, batem na tampa obstruindo sua saída do pote. Isso é repetido muitas vezes, fazendo com que elas se condicionem a chegarem somente a altura da tampa. Quando se abre a tampa, elas não conseguem sair, pois, foram domesticadas a se limitarem.

Penso que a leitura e a escrita seja a possibilidade de abrirem a tampa para não se limitarem a estrutura e possam aumentar a altura de seus saltos por meio da criatividade. Não podemos enjaular a fera criativa que tem nossos alunos, mas motivá-las a buscarem a liberdade da criação, da transformação. O trabalho do professor atualmente está amplamente difícil, porque a maioria dos alunos se acomodaram a pularem limitadamente dentro do pote. E não foi somente pela estrutura educacional, mas pela estrutura social apresentada ideologicamente pelas instituições de controle.

Pensando nisso tudo cheguei a seguinte conclusão: "Nunca imaginei que simples coisas como um lápis, um papel e uma ideia fossem capazes de revolucionar a vida de alguém."

Cleber Xavier


quarta-feira, 15 de junho de 2011

Tédio

Pensar no que escrever, no que pensar ou em que refletir; criar, inventar, reinventar, transformar, redirecionar alguma ideia, uma realidade; apresentar uma visão inédita, ou um ponto de vista conhecido mas rediscutido. Isso tudo parece ser uma tarefa trabalhosa. Às vezes temos tanta sede em escrever mas não sabemos sobre o que escrever. Ouço o barulho da rua: sons de motores de carros e motos passando ou buzinando; pessoas conversando e, luzes dos faróis atravessando o vidro da janela. A vida vai passando e nenhuma ideia na cabeça; a vida vai passando e nenhuma reflexão que acho ser importante escrever; a vida vai passando, a vida vai passando, a vida vai passando...

Ligo a Tevê e vejo vários programas, nenhum me interessa. Clico no botão "Channel" várias vezes. Há tantos canais, milhares de canais, como não achar um que me interessa? Como é possível? Parece que o problema consiste mais no sujeito do que no mundo externo que o cerca. Será que não tem um canal bom, ou eu não estou com paciência para nenhum tipo de programa. Pensando bem tem dias que realmente não tem nada de bom na tevê mesmo; esses dias costumam ser nos domingos rs.

 Enquanto não tenho ideia vou descrevendo o tempo passar. Mas passar o quê? E passa por quê? O dia vai escurecendo mais, as luzes das casas vão enfeitando o cenário, as ruas começam  ficar menos movimentadas e a vida continua passando. É ... a música de Cazuza tem toda razão "o tempo não pára". Enquanto o tempo não pára o mundo se mantém na dinâmica da vida. Quanto mais tento pensar em alguma ideia, menos ideias tenho.

Parece que escrever não é um ato voluntário e certo, mas é um ato provocado por uma inspiração. Enquanto não temos uma boa inspiração é como se a comida não tivesse um bom tempero.

É ... fico por aqui, sem ideia e sem reflexão. Será?

Cleber Xavier

sábado, 21 de maio de 2011

Eu sou eu mesmo?

         

           É possível saber quem somos? Alguém pode responder dizendo que a resposta está em avaliarmos nossas atitudes. Mas, se tais atitudes não são necessariamente nossas.
          
            Vivemos num mar de influências, somos tocados e motivados por pessoas, instituições, ideologias, enfim, nos afogamos em ideias de outrem.

            Será que é possível descobrirmos nosso mais puro “EU”, sem qualquer influência. David Hume, filósofo do século XVIII, afirma que nós somos um conjunto de sensações que a todo momento está em constante mudança, deste modo, não é possível afirmar a existência de um “EU”. Para ele o “EU” é uma ficção. Se o “EU” existisse seríamos pessoas com uma essência estática, ou seja, nasceríamos prontos com nossas próprias qualidades para o mundo.
       
         Jean Paul Sartre (1905-1980) possui uma célebre frase “a existência precede a essência”, partindo desta ideia podemos dizer que o ser humano existe e posteriormente recebe influências da vida construindo assim sua “essência”. A grande questão que fica é se essa essência é do próprio indivíduo ou se ela é um conjunto de ideologias de outrem.
            
       No livro “O retrato de Doria Gray” de Oscar Wilde, mostra uma passagem interessantíssima que de certa forma aborda esta ideia:

“Porque exercer a nossa influência sobre alguém é darmos a própria alma. Esse alguém deixa de pensar com os pensamentos que Lhe são inerentes, ou de se inflamar com as suas próprias paixões. As suas virtudes não lhe são reais. Os seus pecados - se é que os pecados existem - são emprestados. Tal pessoa passa a ser o eco da música de outrem, o actor de um papel que não foi escrito para si. O objectivo da vida é o nosso desenvolvimento pessoal. Compreender perfeitamente a nossa natureza - é para isso que estamos cá neste mundo.” (WILDE, 2000: 26)

            Será que estamos vivendo paixões, pensamentos, virtudes e até pecados dos outros e não naturalmente nossos; será que no fundo, no fundo o objetivo de nossa vida se resume a encontrarmos nossa verdadeira natureza dentro de uma multiplicidade de ideias, pontos de vista, ideologias que não são necessariamente nossas?

            É possível chegarmos à superfície destas águas influenciáveis e enxergarmos nosso mais puro “EU”, nossa verdadeira natureza? Quem é capaz de respirar com seus próprios pulmões, enxergar com seus próprios olhos ou ouvir com seus próprios ouvidos?

            Pensem nisso, ou melhor, desafio vocês a pensarem com suas próprias ideias. Isto é possível?



Bibliografia:
WILDE, Oscar. O retrato de Dorian Gray. Tradução Maria de Lurdes Sousa Ruivo. Abril/ Controjornal, 2000


Cleber Xavier

sexta-feira, 25 de março de 2011

Hannah Arendt e a Crise da Educação

Hoje li um texto sobre a crise da educação trabalhado por Hannah Arendt no seu livro "Entre o passado e o futuro" muito interessante. Ela trabalha o conceito de natalidade relacionada a educação. Para ela a educação tem o papel de introduzir a criança para este mundo que a princípio é estranho a ela. Esta preparação nos coloca como responsáveis pela sua formação, na qual consiste no ensinamento de valores e princípios aprendidos. Se não houver uma certa preparação a esta criança, ela estará jogada a toda sorte.

Para introduzir a criança ao mundo, Arendt trabalha o conceito da esfera pública. Este conceito consiste no espaço onde se realiza de forma legítima a formação humana, na qual ele pode, com liberdade, se expressar, se criar. A esfera pública se contrapõe a esfera privada na qual se fundamenta na necessidade particular de sobrevivência da pessoa que é resumida na realização de interesses particulares se esquecendo do coletivo. Com a influência das mídias corporativas e suas ideologias de mercado há o desmantelamento da esfera pública massificando comportamentos e proporcionando uma pseudoidentidade das pessoas.

Pensando nessa visão de ARENDT sobre a natalidade como essência da educação, podemos perceber que seu desafio é de grandes proporções, principalmente porque ensinar e resgatar valores diante de ideologias que são propagadas pelas diversas mídias quase 24h se torna quase um trabalho sobre-humano. Como trabalhar valores e resgatar princípios sociais diante de um mercado que necessita deste pública para garantir suas ideias e produtos? Somos envenenados constantemente com ideologias de mercado e de entretenimentos vazios; apreciamos deliciosamente os produtos implicitamente impostos. Acordamos, andamos, trabalhamos, estudamos e dormimos com essas ideias. Fica difícil entender quem realmente sou eu?

Podemos dizer que o papel principal da Educação atualmente é tentar constantemente destruir estes padrões comerciais engolidos pelas sociedades que fomentam a esfera privada. O grande problema é que quem patrocina a própria educação, de certa maneira, são as grandes corporações comerciais, na qual tem como objetivo criar pessoas qualificadas para o mercado de trabalho. É preciso ter consciência de que o papel principal da Educação não consiste essencialmente numa formação técnica, mas sim na formação humana. Esta formação que consiste num sujeito que pensa a vida em todos os sentidos e não pensa exclusivamente as máquinas e seu funcionamento. Para isso é preciso que a esfera pública - trabalhado por Arendt - seja cultivada para que o espaço democrática da liberdade de expressão seja propagado, a fim de que legitimamente o humano seja contemplado no lugar da máquina. Desta forma a Educação poderá assumir o verdadeiro papel da natalidade, na qual, introduzirá a criança ao mundo procurando denunciar as influências ideológicas.

Cleber Xavier

domingo, 20 de março de 2011

Relacionamento

O que sustenta um relacionamento? Vemos relações darem errado e outras dando certo. Pessoas desesperadamente procurando seu par, sua tampa da panela, torcendo para não serem uma frigideira. Ou também, há pessoas que trocam de pares, quase na proporção que se troca uma roupa. O que levam algumas pessoas serem assim?

Hoje, em razão da grande ansiedade pela busca do parceiro(a) ideal, o mercado aproveita desta angústia frenética, para poder gerar capital. Vemos agências de relacionamentos que trabalham na busca de encontrar, a partir de seus dados, pretendentes possíveis para a futura relação. Não se pode dizer que relacionamentos construídos por uma relação virtual não duram, pois é possível encontrar vários que deram certo e que acabaram por constituir famílias.

É possível formular uma receita infalível para se manter um relacionamento? Venham... venham... lhe apresento 10 dicas para que seu relacionamento fique estável por toda a vida... ou, lhe apresento 5 maneiras de segurar o seu parceiro(a) por toda a sua vida.... ou, lhe apresento 3 dicas para que seu parceiro(a) seja dependente de você. Em vista desta propaganda, na qual apresenta uma ideia rápida e fácil para o seu produto, posso ter certeza de uma coisa, eu ganharia um bom dinheiro.

Todos sabemos que o segredo de um relacionamento estável consiste no AMOR, porém, este atributo não é previsível, não é calculável, não é passível de planejamento e nem mensurável. Pode-se dizer que o amor é um animal livre que não pode ser controlado, domesticado ou preso, pois perde sua essência e se torna a AMARGA ROTINA. No entanto, ele não cria raízes sozinho, precisa ser adubado e regado como uma flor. Esta flor é frágil, mas se bem cuidada cria fortes raízes.

Você pode aprender com algumas experiências de outros casais, porém, saiba que não se treina relacionamentos, não se pode tratar o amor como um mero objeto de testes, cada casal ou pessoa é único. Desta forma, você viverá situações singulares com seus relacionamentos. Se você foi sincero nos relacionamentos anteriores ao seu atual, você acaba aprendendo algo, porém, nunca poderá ser comparado a outros como se fosse um teste, por mais que tenha detalhes semelhantes, ainda ele será único. 

Eu entendo que o amor num relacionamento vai ser sempre um mistério inalcançável para nossa razão. Tentar entendê-lo é como querer entender a imensidão do universo. Não sou especialista em relacionamentos, mas entendo que a sinceridade e a comunicação é o seu melhor adubo.

Cleber Xavier

sábado, 19 de março de 2011

Brasil & EUA

Hoje foi intenso na mídia a divulgação da chegada do presidente dos EUA ao Brasil, com sua esposa e filha. Cada passo dado pelo presidente era descrito pelos jornalistas em eufóricos e criativos detalhes. O aceno, o olhar, a roupa, a postura, o cumprimentar, enfim, cada detalhe, cada respiração, era repassado aos ouvintes ou telespectadores com um clima na qual parecia que o Brasil havia parado para recebê-lo.
Até antes mesmo do presidente Barack Obama chegar, os telejornais intensamente informavam sobre a importância de sua visita, pelo fato dos grandes acordos que interessavam tanto o EUA quanto o Brasil. Hoje mesmo ouvi falar sobre vários destes acordo como:

  • comércio e cooperação econômica;
  • cooperação no planejamento e desenvolvimento estratégico, de infraestrutura, de segurança e de apoio ao turismo na execução da Copa e das Olimpíadas;
  • acordo sobre os transportes aéreos visando garantir a segurança do espaço aéreo dos dois países, combate ao terrorismo e facilitação para parcerias comerciais entre empresas brasileiras e americanas;
  • um tratado que promove uma maior cooperação entre a Agência Espacial Brasileira (AEB) e a Nasa para “pesquisa, projeto, desenvolvimento, teste, fabricação, montagem, integração, operação ou uso dos Veículos Lançadores ou de Transferência, de Carga, ou de instrumentos” espaciais.
Segundo algumas informações da mídia, estes acordos precisam ser votados ainda na Câmara e no Senado para serem validados.
O grande desejo do governo brasileiro na visita de Barack Obama era a possibilidade que ele defendesse o Brasil, sobre a cadeira de membro permanente do Conselho de Segurança da ONU, porém, ele não foi tão enfático.
O fato é que existe interesse do governo norte-americano na grande quantidade de pré-sal descoberto no Brasil. Por isso mesmo ofereceu cooperação na exploração, como também, quer que o Brasil se torne um grande fornecedor de petróleo a eles. Nós sabemos que este interesse se deu em razão dos intensos conflitos nos países árabes - grandes fornecedores de petróleo. Esta instabilidade forçou os EUA a procurarem outros fornecedores.
Que nosso governo abra os olhos e negocie se colocando no mesmo nível que os EUA. Hoje temos algumas cartas na manga para negociar, enquanto que os EUA só tem a oferecer cooperação nisso... cooperação naquilo... cooperação em etc... Na verdade eles querem oferecer aquilo que não comprometa sua economia. Eu duvido que eles abrirão mão do sistema protecionista que tem em relação aos produtos brasileiros.

Cleber Xavier

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

CHUVA E DESASTRE

Quanta chuva... chuva que não cessa mais... A gente vê pela mídia o quanto de desastre ela causa: inundações, mortes, doenças, fome... Difícil o ano iniciar e não ter manchetes falando sobre a intensa chuva e sua destruição.

Ouço no rádio questões sobre "De quem é a culpa?".
Sobre essa culpa, há vários fatores que são indicados, o desequilíbrio do ecossistema causado pela intervenção humana é um dos exemplos, segundo alguns especialistas o desmatamento na Amazônia tem forte influência no descontrole das chuvas. A ignorância e incompetência dos políticos brasileiros em não desenvolver uma política de prevenção a esses desastres que se repetem a cada ano é outro item que não se deve passar. E por último, a irresponsabilidade dos moradores em construir casas em lugares condenados pela defesa civil. Esses são alguns fatores debatidos por autoridades e especialistas sobre as consequências da chuva neste começo de ano.

Acho que não há tempo para encontrarmos culpados. A princípio, é fundamental que não se vire a página desta tragédia, para que no começo do ano que vem se repita este trágico episódio novamente. Quero que no próximo ano eu escreva sobre a grande política de prevenção implantada pelo governo, na qual controlou, ou pelo menos, diminuiu os estragos causados pela chuva.

A todas as pessoas que estão sofrendo com a chuva, minha solidariedade e oração.

Cleber Xavier

sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

O MELHOR PEDIDO PARA O ANO NOVO

Para mim, o novo ano representa muitas coisas: renovação, novas expectativas, novos projetos etc. Essa transição para o ano novo dá a impressão de que é um momento em que tomamos um belo banho na qual tiramos todo o nosso cansaço, nossas lutas perdidas, desânimos e falta de fé. Mas, além de tudo isso, o ano novo representa um momento de agradecimento e pedido a Deus; agradecimento por tudo o que se passou no ano passado, mas, e o pedido? Devemos pedir a Deus o quê?

Pedir emprego, trabalho, dinheiro, namorada, marido, carro, casa, faculdade ou viagem? Não
Pedir saúde, paz, fé, alegria, felicidades, amigos? São importantes, mas arrisco-me a dizer que não.

Toda vez que penso em pedidos, eu me lembro de Salomão. A Bíblia narra que Deus lhe colocou numa situação em que ele poderia escolher o que quisesse. Ele não optou por riqueza, fama, bens ou coisa do gênero, mas simplesmente por sabedoria. A sabedoria é a virtude que nos proporciona a saber agir da melhor forma em todas as circunstâncias, na saúde ou na doença, com emprego ou desempregado, na riqueza ou na pobreza, com amigos ou sem amigos, na paz ou sem paz, na alegria ou na tristeza... Agindo com sabedoria viveremos com paz, fé, alegria e amor.

Não sabemos como será nossas vidas no ano de 2011, por isso, peçamos a Deus que, passando por coisas boas ou não muito boas, que Ele nos dê sabedoria para sabermos agir da melhor forma diante das circunstâncias da vida.

Um bom ano novo a todos, com muita SABEDORIA!

Cleber Xavier

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

FORMANDOS 2010 EE HONORINA RIOS DE CARVALHO MELLO

E aí gente, o fim de uma etapa... ou seria um novo começo?


Tudo aquilo na vida que concluímos é bom sempre avaliarmos. Por isso pensem no que viveram nesses 3 anos estudando no Honorina: os momentos de felicidade, momentos de tristeza, momentos chatos, momentos de aprendizagem, momentos de rebeldia, momentos de choro, momentos de ódio, momentos de perdão, momentos de compaixão e tantos outros.

O importante desses momentos é que vocês não os vivenciaram sozinhos, mas compartilharam desses sentimentos; alguns mais, outros menos; alguns diretamente, outros indiretamente. A princípio, seus colegas, professores, diretores, funcionários eram apenas pessoas, gente, mais um no mundo, mas com o tempo passaram a ter nomes e significados na vida de vocês; significados bons e outros ruins, mas tinham significados.

Acima de tudo é importante perceber nessa vivência o fato de que estava acontecendo um processo marcante na vida de vocês; vocês estavam se construindo como pessoas, criando a personalidade de vocês, formando o caráter de vocês, enfim, podemos dizer que tudo aquilo que vocês são hoje neste momento é resultado do que plantaram nestes 3 anos.

Pergunto a vocês: o que vocês plantaram, o que vocês formaram de si mesmos, concluiu-se em um bom resultado, em uma boa obra? Pode-se dizer que sim, mas pode-se dizer que não. Quem pode dizer isso? Nós professores, não; a escola em si, não; a família de vocês, não; a sociedade, não? Seus colegas? Não. Vocês? Talvez. Quem? Quem pode dar essa certeza? Só a VIDA vai revelar. Vocês vão perceber que no final de tudo é sempre a VIDA quem vai dizer se você tomou a escolha certa ou não; é somente ela quem tem razão.

E vocês aprenderão isso, e quem vai ensiná-los será a “professora VIDA”. Ela ensina de uma maneira tão eficaz que ela não precisa chamar atenção, utilizar recursos didáticos, como datashow, para explicar algo. Vocês vão sentir na pele este aprendizado. Aqueles que construíram uma boa bagagem nestes 3 anos, terão dificuldades sim, porém, saberão enfrentar os obstáculos com maturidade e sabedoria; já, aqueles que não construíram uma boa bagagem terão mais dificuldades, mas não quer dizer que não possam conseguir.

Lembrem-se, o problema não está em ter vivido apenas experiências ruins nestes 3 anos, como também, o fato de só ter vivido experiências boas não garante nenhum sucesso futuro. A diferença está no que aprenderam, tanto dessas experiências ruins quanto dessas experiências boas. As escolhas que fizeram, as atitudes que tomaram, os hábitos que criaram, a visão de mundo que formaram, os valores que construíram, nestes 3 anos, tudo isso vai ser pesado muito mais nesta nova etapa.

Para concluir, quero dizer que a essência do sucesso não está em ter muito dinheiro, um ótimo emprego ou fama; são itens que fazem parte do sucesso, mas não são fundamentais. O verdadeiro fundamento de um sucesso encontra-se em coisas que o dinheiro não pode comprar. Coisas como: saúde, verdadeiros amigos, respeito, amor e Deus.

Galera, de coração, quero desejar-lhes um super, ultra, hiper, turbo, mega, master sucesso na vida de cada um de vocês.

Profº Cleber Xavier

Filosofia

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

O que é um VOTO CERTO?

por Cleber Xavier


Fazendo um comentário num blog de um amigo, Dmitri, (http://averdadesobreapoliticaatual.blogspot.com/) sobre política, apresentei um problema que achei interessante compartilha-lo no meu blog.


Pensemos em dois eleitores, um é extremamente displicente na escolha do seu candidato. Ele votou num candidato "x"; candidato no qual, o respectivo eleitor, não tinha a menor consciência de quem era; votou nele porque ele estava a frente nas pesquisas.

O outro eleitor era um pouco mais esclarecido, pesquisou sobre a vida do seu candidato, observou a opinião de outras pessoas e, a partir de sua análise, concluiu que este candidato "y" era o mais adequado para assumir um cargo público.

Na eleição, os candidatos "x" e "y" ganharam com uma quantidade expressiva de votos, e ambos assumiram seus respectivos cargos. Passou se um tempo e o candidato "y" que assumiu o cargo se envolveu num caso de corrupção, enquanto o candidato "x" desenvolveu um ótimo trabalho.



Quem votou certo, o eleitor que não pesquisou e displicentemente votou num candidato (x) que nem conhecia, mas, este candidato, acabou fazendo um ótimo trabalho, ou o eleitor que pesquisou, analisou, comparou sobre a vida e projetos de seu candidato (y), mas pela sua surpresa ele se envolveu num escândalo de corrupção?


Quero deixar claro que a questão não é analisar se o eleitor que pesquisou seu candidato não fez uma boa análise, mas, se o VOTO CERTO é fruto de um produto final ou de um processo? Em outras palavras, o VOTO CERTO consiste especificamente num eleitor que procura exercer sua cidadania com consciência, ou consiste na escolha de um candidato que, você não tem a menor ideia de quem seja, mas quando assumi o cargo público faz um bom trabalho?

domingo, 19 de setembro de 2010

A vida não tem forma

por Cleber Xavier


Desde nossa infância somos formados a entender que a vida possui uma certa forma: quadrada, redonda, triangular, retangular ou tantas outras. Somos hermeticamentes condicionadas a nos moldar a tais, compreendendo que a condição da felicidade esta entre as linhas que fecham a respectiva forma. Vamos crescendo e começamos a não caber mais dentro delas e acabamos por ficar entre dois caminhos: se moldar a respectiva forma, se encolhendo e se acomodando entre suas paredes, proporcionando pouca resistência aos limites, a fim de que não se quebrem ou, esticar os membros quebrando bruscamente os limtes impostos pela forma, provocando edemas, feridas e até sangramento, pois, as paredes possuem uma certa resistência que quanto mais demora a quebrar, mais enrijece.

Segundo um filósofo chamado Jean Paul Sartre, cada homem deve inventar seu caminho, ou seja, cada ser humano é responsável por criar sua forma, ao contrário de ser moldado. Mas, em vista disso, pode-se questionar que a vida cria sistemas, estruturas e condições que são impossíveis de não serem evitadas. Sartre diria o seguinte: "o importante não é aquilo que fazem de nós, mas o que nós mesmos fazemos do que os outros fizeram de nós".

Boa sorte a todos!!!

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

O povo tem o político que merece?

por Cleber Xavier



Quero usar das ideias de Maquiavel para trabalhar esse assunto. A frase "o povo tem o político que merece" quer afirmar que o fato dos políticos serem corruptos consiste na razão de que essa corrupção é gerada pelo próprio povo que se vende por cestas básicas, tratamento dentários, quantia de dinheiros, favores e entre outras coisas afins. Outro fator que podemos mencionar é que esse político sai do meio desse povo que traz uma concepção de política, como um meio fácil de ganhar dinheiro.

Se olharmos o verdadeiro sentido de política, buscando a concepção grega, veremos que esta é a ARTE DE GOVERNAR. Quando se diz arte, entende-se que não é uma simples prática, mas um talento, uma verdadeira competência. Realmente é preciso ter talento para governar, pois, conseguir encontrar o bem comum de uma sociedade que é marcada por enormes diferenças das mais variadas, somente alguém com muito talento. O problema é que desviaram o sentido de política, não como talento para governar, mas como talento para manipular. E para isso não se especializaram no verdadeiro ramo da administração pública, mas sim na publicidade. Acho que estão lendo o livro de Maquiavel, (O Príncipe) "o político não precisa ser bom, mas apenas parecer bom".

Maquiavel entende a natureza humana não como entendia Aristóteles "o homem é um animal político", ou seja, ele nasceu para convivência com o outro, mas, para Maquiavel, o ser humano nasceu para a divisão e a desunião. "Os homens são ingratos, volúveis, simulados, dissimulados, fogem dos perigos, são ávidos de ganhar, são desconfiados, invejosos, tem mais receio de ofender a quem se faz temer do que aquele que se faz amar, esquece rapidamente da morte do pais do que a perda do patrimônio." Em resumo: os homens são maus.

Além disso, para Maquiavel, todas as relações humanas são relações de poder. Para que você alcance seus fins, você precisa controlá-los sem se deixar levar pelo controle deles. Essa busca consiste na regulação do agir humano, somente assim você pode fundamentar seu poder.

Será que devemos nos conformar com essa ideia sobre a natureza humana e aceitar que o ser humano é naturalmente mau, por isso, não adianta tentar idealizar um povo consciente e um político responsável pelo poder público?

Na Política, os fins justificam os meios

por Cleber Xavier




Já dizia o famoso e tão atual filósofo Nicolau Maquiavel (1469-1527) em sua obra O Príncipe "os fins justificam os meios". Este filósofo transformou o olhar sobre a política. Ao meu ver enxergou uma política técnica e eficiente em relação a manutenção do poder.

Com certeza você já ouviu falar naquela expressão quando alguém faz algo maldoso: "Você é maquiavélico". O conceito Maquiavélico veio do sobrenome de Nicolau, em razão de suas obras. Há uma maneira errônea de interpretar Nicolau Maquiavel como sendo um filósofo que afirmava que alguém que exerce um poder governamental deve agir como um carrasco, um imoral, um aproveitador, um ganancioso, enfim, tudo aquilo que exclui a virtude. Essa visão é uma análise superficial sobre suas ideias.

Para Maquiavel, a importância política se consolida na potencialidade de garantir a unidade, a ordem, a segurança e a prosperidade de uma comunidade. Se para conseguir isso o político precisa ser tirano, ganancioso ou imoral, Maquiavel defende esses atributos. Dessa forma podemos ver que Maquiavel não defende necessariamente um governante imoral. Para ele, se esse atributo contribuir para a unidade política, é importante que continue, como também, se numa determinado governo, para garantir a unidade política o governante precise ser moral, continue sendo moral. Não importa como se chega nessa unidade política, desde que se chegue nela (os fins justificam os meios).

Acho que os métodos de Maquiavel é livro de cabeceira de muitos políticos. A diferença é que o objetivo proposto por Maquiavel na qual consiste na unidade política de uma comunidade, é mudado para uma busca totalmente voltada para o alcance do poder, ou seja, se para que que eu consiga o poder eu precise fazer coisas (boas ou más), eu farei (os fins justificam os meios).

Existem políticos que para conseguir ou manter o poder rompem com amizades que um dia foram verdadeiras; mudam de caráter como se mudassem de roupas; criam "faxadas" permanecendo com as esposas para garantir a imagem de uma pessoa de família; carregam bebês que nunca mais voltaram a vê-las; tomam café em padarias populares; abraçam pobres e consola os aflitos.

Maquiavel diz que o político não precisa ser bom, mas apenas parecer bom. Dessa maneira as qualidades morais se tornam simples instrumentos na luta pelo poder e no sucesso político.

Aproveite essas eleições e verifique quem tem como livro de cabeceira a obra de Maquiavel "O Príncipe"

domingo, 18 de julho de 2010

A MORTE

por Cleber Xavier

Você já parou para pensar na morte? Não? Nunca? Por que nunca pensou na morte, já parou para pensar o porquê disso? Medo? Tenho mais o que fazer?
QUEM NUNCA PENSOU NA MORTE, NUNCA VAI COMPREENDER O VALOR DA VIDA. Quem vive se anestesiando do fim inevitável que algum dia virá para nós é porque não entendeu o que realmente é a vida.

É até contraditório afirmar mas, somente os mortos sabem realmente o que é a vida. Interessante ver que aqueles que desfrutam do NÃO-SER é que compreendem o SER., e aqueles que desfrutam do SER não compreendem tanto o SER (vida) quanto o NÃO-SER (morte)

Vi num programa chamado Café Filosófico (http://www.cpflcultura.com.br/) que passa na TV CULTURA, todos os domingos por volta das 23h, na qual, falava sobre a morte. Não me recordo o nome do palestrante, mas, ele apresentou uma perspectiva interessante sobre esse assunto. A ideia consiste em afirmar que SOMENTE OS VIVOS EXPERIENCIAM A MORTE. Meio confuso né. Como os vivos experienciam a morte se eles (vivos) não morreram. Essa afirmação dá base a uma outra: SOMENTE O OUTRO MORRE, JÁ VOCÊ NÃO.

Para entendermos melhor essa concepção da morte é preciso compreender a lógica do SER (vida) e do NÃO-SER (morte).

Pensemos um pouco. Quem é que pode morrer? Só pode morrer quem é vivo, ou seja, quem está na vida. E somente quem está na vida é que pode dizer que alguém morreu, porque o falecido deixou de ser para afirmar a sua não existência. Percebamos que só os vivos é que são expectadores da morte. Por isso volto aquela ideia do início: A MORTE SÓ ACONTECE PARA O OUTRO. E se os vivos são os espectadores da morte, somente eles podem experienciá-las, pois quem morre deixa de ter experiências, seja qual for. Por isso que SOMENTE OS VIVOS EXPERIENCIAM A MORTE. Podemos perceber isso nas lágrimas, na angústia, no desespero e no lamento de quem fica na vida quando algum ente querido falece.

Vou aproveitar um trecho da "Carta a Meneceu" do filósofo Epicuro para complementar essa ideia:

"... enquanto existimos a morte não está presente, e quando a morte está presente nós já não existimos. Nada é portanto nem para os vivos nem para os mortos visto que não está presente nos vivos, e os mortos já não são."

Parece que não se exclui a morte da vida pois A MORTE FAZ PARTE DA VIDA.



quarta-feira, 14 de julho de 2010

O QUE É PRECISO PARA SE ARREPENDER?

por Cleber Xavier



Cândido era um milionário, tinha 34 anos de idade e vivia em altas festas da high-society. Sempre preocupado com sua imagem, fazia de tudo para que seus "podres" não fossem divulgados. Até então, Cândido não tinha que se preocupar em relação a seu comportamento, pois para ele, o fato de não ser casado justificava  suas "saidinhas" com mulheres de programa. Mas, mesmo assim, ele exigia de seus assessores que escondessem essas suas aventuras do público, principalmente da mídia.


Numa de suas aventuras sexuais ele acabou sendo humilhado por uma garota de programa por ter um mau desempenho sexual. Se sentindo rebaixado perdeu as estribeiras e acabou matando-a. Esse crime ganhou espaço na mídia e ele sendo afetado por tudo aquilo sentiu um amargo no peito e um arrependimento enorme por ter feito aquilo. Dormindo na cadeia, desejou ardentemente voltar àquele quarto e fazer tudo diferente do que ocorreu. Por circunstâncias do destino, quando abriu os olhos se viu naquele quarto esperando a garota de programa chegar, e percebeu que havia voltado no tempo. Ele não quis saber se aquilo tudo era um sonho ou não, ele só sabia que iria fazer tudo diferente. Quando a garota chegou, ele fez o programa e logo depois que ela o humilhou, ele a pagou e a mandou embora dizendo que nunca mais a queria ver. Depois prometeu em pensamento: "- Nunca mais vou fazer uma besteira dessa. Imagine estragar a vida que tenho por isso. Nunca mais!!!".

Passou um tempo e ele matou uma outra garota de programa. Lembrando de sua promessa quebrada, amargamente se arrependeu e desejou mais uma vez voltar. Abriu os olhos e se viu novamente na cena e arrumou o estrago que anteriormente havia feito. Passou o tempo novamente e ele cometeu o mesmo crime e quando tentou voltar para aquela cena de novo, por mais que ele quisesse não conseguia. Em vista disso, começou a gritar desesperado: "- Eu quero voltar, EU QUEROOO VOLTARRRR!!!

Cândido abre os olhos e se vê na mesma cadeia onde estava na primeira vez que cometeu o crime e percebeu que nunca havia voltado, tudo não passou de um sonho. Um guarda se aproxima e diz:
       - Até que enfim acordou. Nós o drogamos porque você estava muito agitado e acabou dormindo por quase 18 horas. Por você ter muita grana, com certeza, você daria qualquer valor para voltar no tempo e mudar aquela cena, não é? Cândido olhou a sua volta e fechou os olhos. Por um momento as lágrimas desceram pelo seu rosto, pensou em tudo que havia vivido e sentiu um sentimento forte tomar conta de si. Se preparou como havia feito antes para voltar e segurando no colarinho do guarda disse em alto e bom som:
        - NÃO QUERO VOLTAR, NÃO QUERO VOLTAAARRRR, NÃO QUERO VOLTARRRRRR!!!! AAAAAAHHHHHH!!!!
Com aquela cena, os guardas o agarraram e aplicaram outra droga para fazê-lo dormir. E Cândido mais desesperado grita: - SE EU DORMIR EU VOU VOLTAAAAAARRRRR!!! NÃO!!! NÃO!! NÃO QUERO DORMIRR!!!

Em razão da droga, Cândido dorme e um dos guardas, sem não entender sua atitude diz: - Muito poder pode ser um sinal de pouco controle.

Digo a vocês leitores, por que o milionário Cândido não queria mais voltar, mesmo que essa volta seja um sonho ou não? Por que ele não queria mais limpar o seu passado? O que o fez tomar essa atitude?
   

sexta-feira, 2 de julho de 2010

NÃO FOI POSSÍVEL GRITAR O HEXA!!!

por Cleber Xavier



Como posso começar a falar dessa Copa. Eu sempre gostei do Dunga, desde da copa de 94 sempre admirei sua liderança e raça. No início foi difícil aceitar o Dunga como técnico, isso em razão da nenhuma experiência no ramo, porém, mostrou sua qualidade ganhando os torneios que antecederam a atual Copa. Confiei no seu trabalho a partir de então. Respeitei sua lógica ao escolher seu time e tive fé no seu elenco. Acompanhei os jogos torcendo e sempre acreditando em cada jogada.

No jogo de hoje eu fiquei triste não necessariamente pela derrota da seleção, mas por ver um ótimo primeiro tempo que proporcionou uma completa confiança e logo após uma queda frustrante. Nada pior do que dar e depois tirar. Fiquei imaginando uma criança pegando e se deliciando com seu doce quando de repente um grandalhão lhe tira esse prazeroso doce lhe deixando o amargo da perda.

Acho que um pouco de filosofia poderia ter ajudado nesse segundo tempo. Se eles conhecessem um pouco sobre a ATARAXIA poderiam ter mudado este resultado. A ataraxia é um conceito usado pelos antigos gregos para definir a impertubalidade emocional. O verdadeiro sábio é aquele que é indiferente quanto as coisas que acontecem ao seu redor e é capaz de controlar suas emoções para não se prejudicar quanto a seus objetivos racionais. As emoções são consideradas como doenças do espírito que perturbam o indivíduo. Os Estóicos - escola filosófica que preconizava a austeridade e a indiferença do ânimo - acreditavam nessa linha de pensamento.

Quando o primeiro gol da Holanda ocorreu, faltou ataraxia dos jogadores para controlarem suas emoções.rs

AAAAAAAAA....... QUE RAIVAAAAAAAAAAA ... PERDEMOS!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

Acho que falta Ataraxia prá mim também rsrsrsr


sexta-feira, 18 de junho de 2010

QUEM QUER SER LOUCO?

por Cleber Xavier



Nossa! A loucura é uma questão literalmente louca mesmo.
Como podemos definir a loucura? Quais critérios caracterizam a loucura? A loucura é boa? Já te chamaram de louco? Você já rasgou dinheiro???? rs

Segundo o dicionário HOUAISS, a loucura é: um distúrbio, alteração mental caracterizada pelo afastamento mais ou menos prolongado do indivíduo de seus métodos habituais de pensar, sentir e agir.

É interessante perceber que a loucura é essencialmente definida como a perda de um comportamento, a princípio, construída por alguém que a determinou ser uma ação que faz parte de uma categoria chamada de "bom senso". Esse "bom senso" é moldado por uma estrutura racional que poda e frustra os sentimentos que são carregados de impulsos demasiadamente inaceitáveis pela sociedade-razão.

Você já deve ter ouvido as seguintes expressões:

- Não chore, seja homem!

- Pare de gritar!

- Não corra, é proibido!

- Você é louco, você vai se declarar para ela?!

- Você está louco! Não faça assim, sempre foi daquele jeito.

- etc...

Esse grito emocional de nossos sentimentos; esse animal irracional que constantemente rosna para sair das cadeias racionais enjaulado dentro de nosso íntimo, briga para não ser domesticado. Já vi no filme “Matrix” a seguinte expressão: “negarmos nossos impulsos é negarmos nossa própria espécie humana”. Ou seja, se exageradamente controlamos esses impulsos estamos nos tornando robôs e não mais humanos borbulhando de sentimentos.

Uma idéia interessante de um filósofo chamado, Erasmo de Rotterdam (1466 – 1536), em sua obra “Elogio da Loucura” diz que Jesus pede que seus discípulos sigam o exemplo das crianças, dos lírios, da mostarda e dos passarinhos. Todos estes citados são desprovidas de inteligência e vivem somente graças à orientação da natureza. Isso é um comportamento completamente louco para as categorias racionais da sociedade.

Parece que a loucura é um estado onde podemos expressar o nosso verdadeiro eu escondido, aprisionado dentro de nós mesmos e que nos faz bem quando o soltamos, pois, derruba máscaras pesadas que levamos na nossa vida para aparentarmos pessoas socialmente corretas. Há muitas pessoas que alcançaram sua felicidade porque traçaram um caminho onde muitos achavam errado, loucura, insano.

Disso tudo surge um grande dilema para sua vida:
Você quer ser feliz ou ter razão?

terça-feira, 8 de junho de 2010

"MEMÓRIA" PRIMITIVA

por Cleber Xavier


Você já sentiu seu coração bater forte diante de uma situação na qual você ficou preocupado, ansioso? Você já experienciou - numa situação de estresse - uma sensação onde parece que há centenas de borboletas voando no estômago? Você já sentiu seu rosto esquentar e avermelhar porque você estava numa situação constrangedora?

Essas reações fisiológicas do corpo são resquícios de uma certa "memória" gravada em nosso gene dos tempos primitivos. A ansiedade, a preocupação, o nervosismo são estados que nos provocam uma série de reações fisiológicas que provocam batimento cardíaco acelerado; vontade de defecar ou urinar; avermelhamento do rosto; entre outros afins.

Segundo algumas teorias, essas reações são particularidades herdadas de nossos ancestrais. Todas essas reações foram fundamentais para àqueles que viviam num ambiente de perigo onde que era preciso correr, ou lutar contra animais ferozes ou até pessoas com ferramentas não muito eficazes; essas reações também auxiliavam a desenvoltura numa caça ou pesca.

Nossos ancestrais precisavam que seu corpo liberasse todas essas reações porque eram fundamentais para que o corpo pudesse responder aos seus movimentos com melhor desempenho. Essas ações fisiológicas proporciona a pessoa os elementos necessários - como sangue, oxigênio etc. - para ter um bom desempenho.

Hoje sentimos essas mesmas reações mas diante de situações totalmente diferentes de nossos ancestrais. Nosso corpo quando percebe qualquer estado semelhante a ansiedade inicia sua performance achando que está enfrentando situações perigosas como de nossos antepassados primitivos. O corpo condicionou a essas respostas fisiológicas.

Há teorias que dizem que daqui alguns milhões de anos nosso corpo vai evoluir e adequar suas reações fisiológicas para as situações que realmente estão vivenciando. O corpo não responderá segundo os resquícios primitivos de fuga ou luta. Se essa teoria estiver certa, como será que os corpos responderão?

Outra ideia interessante é que desta evolução dos corpos teremos um outro benefício que muita gente procura desesperadamente hoje em dia: emagrecer. Essa evolução deixará os corpos mais magros, porque os primitivos viviam situações de extrema dificuldade em achar comida. Em vista disso, o corpo - inteligentemente - fazia reservas para uma possível escassez. Hoje, fisiologicamente, nossos corpos continuam com essa ação. Alguns especialistas da saúde afirmam que quando alguém faz uma dieta rigidamente prejudicial, na qual, chega a passar fome para não engordar, qualquer coisa que ela come, o seu o corpo transfere grande parte das substâncias deste alimento para uma reserva, fazendo com que você mais engorde do que emagreça. Isso em razão de que seu corpo percebeu o estado de fome em que você está se sujeitando, por isso está fazendo reservas para suprir a falta de nutrientes que lhe faltarão por causa da rígida dieta. Essa reserva se encontra principalmente na barriga. (aiaiaia)

Segundo especialistas da saúde, a melhor dieta é aquela equilibrada e não exagerada como o do exemplo acima.

Já dizia Aristóteles, para tudo é importante buscar a virtude, ou seja, o justo meio das coisas. Por exemplo: é prejudicial comer exageradamente, mas também deixar de comer é ruim para saúde; o correto, a virtude, está no equilíbrio da alimentação.